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A perfeita mistura

Todos sabemos que a arte anda colada com a dança, são duas coisas impossíveis de não se ligarem entre si. Outro tema interessante que se mistura com a arte é o Circo, onde se reúnem diferentes estilos de apresentações agradando o gosto de todos, difícil quem não gosta, principalmente crianças. Mas algo mais fantástico, que gera uma mistura linda de formas, arte, movimento e beleza é unir a dança e o circo. O corpo é peça fundamental na execução de tal espetáculo, fazendo-se uma mistura de contorcionismo e equilibrio, não permitindo á nós expectadores saber diferenciar em que mais nos impressionamos, se na dança ou na arte circense.

Um evento que mostra exatamente o que é essa fusão é o “Circo Vivo”, um espetáculo que une estudantes da dança mais acrobatas de circo que fazem em sincronia uma dança onde acrobacias, malabares, contorcionismos e delicados passos de dança se unem obtendo como resultado uma fantástica mistura de grupos na qual não faltam palhaçadas, pois a proposta é mostrar arte, dança e diversão.

Circo Vivo

 

Por Fernanda Lima

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Abstracionismo

A arte abstrata entende-se como suprimir toda uma relacao entre a realidade e a pintura, as linhas e os planos, e as cores e o que esses elementos significam entre si.  Na verdade os quadros abstratos nao tem um significado concreto quando se bate o olho, tudo depende muito da cor e da forma, do estado de espirito no qual se encontrou o pintor na hora de romper o ultimo traco. A arte abstrata e uma enorme mistura de imaginacao, de realidade tambem a falta dela, e algo que nao se prende a uma representacao fiel da natureza. O abstracionismo vem da Europa, dentro do movimento de arte moderna, quem marcou esse estilo foi Kandinsky, a intuicao e a grande arma do artista na hora de fazer uma pintura.

Por Fernanda Lima

O Baile – Ettore Scolla

O filme de Ettore Scola, famoso diretor de cinema francês é uma ótima dica para os apreciadores da 7º arte.

 

A história se passa em 1983 ambientada em um salão de baile construído nos ano 30.  O filme é repleto de transições de tempo, uma mais fantástica que a outra. 

A quem diga que o filme conta a história da frança dos anos 30 aos anos 80. Mas na verdade é a história de um salão de baile, que presenciou as principais mudanças do país.

 Premiado com o Cesar nas categorias de melhor diretor, filme e música e com o Urso de Prata no Festival de Berlim. O baile é um musical bem diferente, música e atuação dispensam o uso da palavra…

 Vamos ao resumo do filme:

 As primeiras a chegar no baile são as mulheres, diferentes fisicamente mais com a mesma vaidade, cada uma delas chega, vai ao espelho e se senta nas cadeiras que cercam a pista de dança. Logo depois, quase em coro os homens adentram o salão.

 Eis que uma fumaça quase ‘mágica’ nos transporta no tempo de 1983 para 1936, e justamente no mês da vitória da frente popular na frança E ai vem uma curiosidade, nós continuamos no baile. 

É o tempo de amor aflorado, o que mais se vê é o vermelho… são amores desencontrados.E também traição.

 Sem motivos a festa é interrompida por um misterioso caolho e o que antes era real se torna apenas uma velha lembrança, se transforma em uma foto na parede.

 O salão agora esta repleto de travesseiros e cobertores, pessoas entram correndo e agora não se ouve mais musica, o único som é o perturbador estouro das bombas: BOOOM!!! Estamos em meio a ocupação nazista. 

A comida é rara e toda ajuda é bem vinda: espere ai, olhe direito… 

Estamos em outra época, são outras roupas, mas o mesmo salão.

Mulheres tristes olham as fotos de quem a muito se foi…E os personagens ouvem um barulho estranho, é isso mesmo, estamos em uma frança livre e hora de comemorar.

 Infelizmente nem todos voltam da mesma forma que saíram, mas não se preocupe a felicidade é você quem constrói…  e ai, mais uma vez click. E tudo isso novamente se torna apenas mais uma lembrança. 

Todo mundo dançando e quem diria, até os ceguinhos se viram. Uma mistura de ritmos lembra a musicalidade de Glenn Miller. Tem até novidade: é o surgimento do REFRIGERANTE! Depois: click. Isso era só uma lembrança.

 Calma ai, esse salão nunca viu passos tão diferentes e rápidos, para alguns o ritmo ainda é estranho mais esse ai é rock´in´roll.

 O rock?  Ele também merece uma foto. Click, mais uma lembrança…

 Onde estão as luzes fortes e a vida deste salão? Ele agora é dos jovens estudantes radicais… uma bagunça meio que organizada, mas, bem sombria!

 Ops, ou melhor ele está como sempre esteve…. Ou não? 

O filme não só dispensa palavras como também nos deixa sem elas… 

Uma sugestão é correr para a locadora mais próxima de sua casa e conferir. Mas enquanto isso, fique com um aperitivo:

Por Gabriel Rodrigues

Lady Gaga: É arte?

Lady Gaga

Me aproveitando do tema da matéria que Thiago Ney fez para Folha de S. Paulo resolvi debater aqui também. Lady Gaga, o que ela faz é arte ou puro exibicionismo? Com seu último hit, “Telephone”, Gaga alcançou o topo da lista na parada de singles dos Estados Unidos e é a sua sexta música consecutiva que chega ao primeiro lugar entre as mais vendidas do país.

 As músicas são sempre dançantes, com letras provocantes, o que fez a moça ser comparada com Madonna. Realmente, seria como uma nova Madonna nos anos 2000, em termos musicais, mas bem mais superficial como artista, afinal não se vê Lady Gaga com uma postura crítica em relação a temas mundiais.

Não há dúvidas de que os clipes de Gaga sejam mega produções e de que seu visual não deixe todos no mínimo curiosos para saber quem é aquela moça do salto plataforma escandaloso e cílios gigantes e coloridos.

Lady Gaga, na minha opinião, é uma arte ambulante. Não é a toa que ela diz que o faz é performance. Qualquer coisa que ela deseja colocar nos cabelos, nas roupas, no corpo, não é normal para nós e para ela é a coisa mais natural do mundo! Criatividade é arte, e para ser arte também é preciso conseguir chamar a atenção, o que para ela não foi nenhum desafio!

“Escrevo sobre fama, sobre festas e sobre como eu queria que a América de hoje fosse como a New York de Andy Warhol nos anos 1970″, diz Lady Gaga em entrevistas.

O jornalista Bruno Moreschi, especializado em arte concorda: “A Lady Gaga sacou, como o Warhol, que sua imagem de artista é algo que deve ser construída 24 horas por dia”.

O mais interessante é que Lady Gaga brinca com a fama, ao mesmo tempo que é uma paródia, está completamente inserida no cenário da indústria da música pop. 

Confira o clipe/filme de Lady Gaga, “Telephone”:

Por: Aline Bonilha