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Lady Gaga: Fenômeno pop

O sucesso mundial de Lady Gaga não é a toa. Comparada a David Bowie e Madonna ela é a prova viva de que um visual fashion juntamente com seus ritmos dançantes é a combinação ideal para chegar ao topo.

Seu álbum de estreia, The Fame, lançado em 2008 podia ser mais um daqueles que fazem barulho por um tempo e depois ninguém mais se lembra das músicas e muitos menos o nome da cantora. Pois não foi assim.

Quase todas as suas músicas se tornaram hits mundiais. The Fame vendeu cerca de 5 milhões de cópias em todo o mundo, isso para uma nova cantora, considerada “estranha” e de apenas 24 anos. Músicas como Bad Romance e Telephone, as mais novas da cantora, não param de tocar nas rádios e os clipes são febre na TV e internet.

Ela pode parecer totalmente superficial para quem a vê pela primeira vez, mas é ela quem escreve suas letras, toca o seu teclado e não usa playback nos shows, aliás, ultimamente Gaga tem trabalhado e abusado tanto das suas condições físicas que andou passando mal em um dos shows da sua turnê.

Lady Gaga trouxe novamente a pop music, agitando quem há algum tempo não ouvia mais esse estilo de música. Ela inovou trazendo uma mistura em seus shows, de arte, coreografias modernas e moda. Seus hits agitam até as pistas de dança, sendo que a pop music não entrava nas boates há muitos anos.

O resultado de tudo isso é uma performance em cima dos palcos, com um show de imagem no próprio corpo, na verdade, uma loucura fashion, mas que a aproxima do mundo da moda. “Ela não tem medo de usar o seu estilo doido! Se mostra uma mulher de atitude, ousada, poucas mulheres tem a coragem de usar as roupas, penteados e maquiagem que ela usa”, diz a estudante Fabiana Padilha, que adora as músicas e os clipes da cantora.

O mais curioso sobre Lady Gaga é como ela domina a mídia nos tempos em que os sucessos são como relâmpagos. Ela conquistou seu lugar para ficar na história da música pop. Sua irreverência chega ao ponto de colocar o nome do álbum de estréia como The Fame, ousada não?

Looks “loucos” Lady Gaga:

Por Aline Bonilha

Tema da Copa do Mundo 2010

O tema oficial da Copa do Mundo 2010 agita e emociona a todos, mesmo quem não consegue entender o significado. Em todos os lugares você escuta alguém cantarolando “Ohhhh Ohhhh Ohhhhh Ohhhh Ohhhh Ohhhh Ohhhhh Ohhhh”.

Realmente a música ficou muito legal, mas ela tem todo um significado para o povo sofrido da África do Sul.  Representa como se fosse uma vitória para pessoas que sofreram preconceito e foram humilhadas por tanto tempo.

A letra mostra claramente a necessidade de um povo de se sentir livre na própria casa.

Veja abaixo a tradução e acompanhe com o clipe:

Quando eu ficar mais velho, eles vão me chamar de liberdade
Assim como uma bandeira de ondulação.

[Chorus]
Quando eu ficar mais velho, vou ser mais forte,
Eles vão me chamar de liberdade, assim como uma bandeira de ondulação,
E então ele vai voltar, e então ele vai voltar,
E então ele vai voltar

Nascido de um trono, mais forte do que Roma
mas Violent prona, zona de pessoas pobres,
Mas é a minha casa, tudo o que tenho conhecido,
Sempre que eu tenho crescido, ruas teríamos vagar.
Mas fora da escuridão, eu vim o mais distante,
Entre os mais difíceis de sobrevivência.
Aprenda com essas ruas, pode-se sombrio,
Exceto nenhuma derrota Retiro entrega,

Assim, lutando, lutando para comer e
Estamos querendo saber quando seremos livres,
Assim, espera pacientemente, para aquele dia fatídico,
Não é muito longe, então por enquanto nós dizemos

[Chorus]

Assim, muitas guerras, os escores de decantação,
Trazendo-nos promessas, deixando-nos pobres,
Eu ouvi dizer, o amor é o caminho,
O amor é a resposta, que é o que eles dizem,
Mas veja como eles nos tratam, Faça-nos fiéis,
Lutamos suas batalhas, então eles nos enganam,
Tente controlar-nos, eles não poderiam nos segurar,
Porque nós apenas seguir em frente como Buffalo Soldiers.

Mas estamos lutando, lutando para comer,
E nós querendo saber quando seremos livres
Assim, espera pacientemente, para o dia os fiéis,
Não é muito longe, mas por agora nós dizemos,

[Chorus] 2x

(Ohhhh Ohhhh Ohhhhh Ohhhh)
E todo mundo vai estar cantando ela
(Ohhhh Ohhhh Ohhhhh Ohhhh)
E você e eu estarei cantando
(Ohhhh Ohhhh Ohhhhh Ohhhh)
E todos nós será cantando
(Ohhh Ohh Ohh Ohh)

[Chorus] 2x

Quando eu ficar mais velho, quando eu ficar mais velho
Vou ser mais forte, como uma bandeira de ondulação,
Assim como uma bandeira de ondulação, apenas como uma bandeira de ondulação
Bandeira, bandeira, Apenas como uma bandeira de ondulação

Por Aline Bonilha

Pelas bandas de Ribeirão

A rádio Jovem Pan tem um projeto super legal na cidade de Ribeirão Preto que semanalmente promove show das bandas da cidade com o intuito de incentivar e promover o música das bandas conterrâneas, é o “Pelas bandas de Ribeirão”.

Nesta última semana, no dia 20/05, eu fui conferir o projeto e assisti ao show da banda MedoZeroCinco. Já conhecia a banda e curti demais o show deles acústico.

Confiram alguns vídeos que fiz:

Dificuldade – MedoZeroCinco

Até o dia Amanhecer – MedoZeroCinco

Gostaram?
Se você tem uma banda e quer participar do projeto entra no site www.pelasbandasderibeirao.com.br. E para conhecer melhor a banda MedoZeroCinco www.myspace.com/medozerocinco !

Até o próximo post!

Por: Roberta Saltori (@rosaltori)

UM DOCE ÁLBUM!

Recentemente ouvi uma música apaixonante e depois de conhecer o álbum todo me encantei mais ainda. A cantora é Leslie Feist, uma artista do indie-rock. Indie rock (em inglês significa rock independente) é um estilo musical que caracteriza bandas que não são lançadas por grandes gravadoras, mas o grande sucesso de algum desses grupos fazem com que eles sejam mandados para as gravadoras de grande porte. Mesmo depois de lançados nessas gravadoras e fazendo sucesso com o público, o som dessas bandas, na maioria das vezes, não perde a identidade e são consideradas bandas alternativas.

Leslie Feist nasceu em Amherst, Canadá, filha de um pintor expressionista abstrato e de uma estudante das artes cerâmicas. Tocava em uma banda punk rock chamada Placebo, a qual foi fundadora e vocalista quando tinha 15 anos. Sua banda foi vencedora de um concurso e o prêmio fez com que o grupo abrisse para o Ramones em shows no Canadá e em mais algumas localidades, possibilitando assim cinco anos de excursões.

Uma curiosidade sobre um disco gravado entre 2002 e 2003 na França, onde morou de 2002 até o início de 2007, teve a música “mushaboom” na trilha de um comercial de perfume da Lacoste. Isso tornou Feist conhecida na França e conseqüentemente em toda Europa. A McDonald’s a ofereceu um milhão de dólares pelos direitos autorais da música, mas ela recusou de primeira. Feist também vai à publicidade quando o banco HSBC usa o remix da música “Gatekeeper” em uma campanha publicitária para a TV. Ela também emprestou sua voz para as canções “La Meme Histoire” e “We’re all in the Dance”, do filme Paris, Je t’aime.

O interesserante de Feist é que ela não estabeleceu sua influência a qualquer estilo ou cena. Ela, que faz parte da banda Broken Social Scene, apresenta agora The Reminde: o seu terceiro álbum solo, nomeado para quatro Grammys, Melhor vocal pop feminino,  novo artista, álbum de vocal pop e  vídeo musical curto – “1234”. Feist é a primeira canadense a vencer o Shortlist Music Prize e a segunda mulher a conseguir esse prêmio, antes teve a vitória de Cat Power, no ano passado, com The Greatest . O Shortlist Music Prize premia todos os anos o melhor álbum lançado nos Estados Unidos no ano anterior, dentre uma lista de discos que tenham vendido menos de um milhão de cópias (o correspondente, naquele país, ao Disco de Ouro). Além desses, recebeu também o prêmio no Juno Award de artista do ano. Compositor do ano, por ‘1234’, ‘My Moon My Man’, e ‘I Feel It All'”, Single do ano – “1234”, Álbum do ano, Álbum pop do ano.No Independent Music Awards faturou o prêmio de Álbum do ano e Artista Solo Favorito.

The Reminder é delicado e bem construído e Feist comprova com ele que o Canadá exporta música de boa qualidade. A produção de sua música é tão eficaz que sua maravilhosa voz rouca combina com tudo, como podemos ouvir na faixa de abertura “So sorry”. O clipe de da música “My Moon, My Man” tem um clipe recheado de coreografias e a linda “1,2,3,4” tem um dos clipes mais divertidos do ano, abusando do rilho e de muitos passos de dança. Feist, talentosa, soube fazer tudo muito bem e seu disco é um belo exemplo do pop perfeito, criativo, original e um doce!

Site oficial: http://www.listentofeist.com/

Conheça a música 1, 2, 3, 4 de Feist!

 

Por Mel Cândido

VAI PASSAR

Peço licença para falar sobre, ao meu ver, um dos músicos mais cultos do Brasil. É, vou falar do carioca  Francisco Buarque de Hollanda. 

Aos 15 anos Chico já mostrava um grande interesse pela música, não só aos sambas tradicionais, mas também às músicas estrangeiras. A partir daí começam as grandes composições de Chico Buarque com participações de ícones do MPB, como, Tom Jobim, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil, Elis Regina, entre outros.   

Em 1972, a censura proíbe a capa do disco Chico Canta, para driblar a censura, foi criado um personagem heterônimo com o nome de Julinho da Adelaide. A artimanha dá certo e as canções Acorda, Amor, Jorge Maravilha e Milagre Brasileiro passam sem grandes problemas pela censura.

Em 1973, a música Cálice, feita em parceria com Gilberto Gil, é proibida pela própria gravadora. Com medo de represálias, a gravadora desliga os microfones do palco e impede Chico e Gil até mesmo de tocarem a melodia da música.

Entre tantas composições, em 1983, surge o samba Vai Passar, que tornou-se uma referência na campanha pelas Diretas Já, da qual, Chico, participava ativamente.

Vai Passar – Chico Buarque

Vai passar nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo da velha cidade essa noite vai se arrepiar
Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo página infeliz da nossa história,
passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia a nossa pátria mãe tão distraída
sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos erravam cegos pelo continente,
levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal, tinham o direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia que se chamava carnaval,
o carnaval, o carnaval
Vai passar, palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
e os pigmeus do boulevard
Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade até o dia clarear
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai que vida boa, ô lerê,
ai que vida boa, ô lará
O estandarte do sanatório geral… vai passar

Esta música, feita no final da ditadura, retoma a história recente do Brasil na forma de um samba-enredo de Carnaval. Os termos usados quando se refere aos líderes do regime militar, combinada com a “alegria enfurecida” do fim da repressão, remetem a  impressão de que não se trata apenas de uma música que alegra os entristecidos com temas fortes, mas que destaca, em palavras amenas, um apelo às novas gerações. Na passagem que diz “passagem desbotada na memória/ das nossas novas gerações” pede a sociedade que não se esqueçam dos maus momentos em que pessoas viveram no Brasil, nas mãos dos militares, para fazer dos dias vividos hoje uma alegria. Enfim, uma música e uma carreira, sem dúvida, genial.

Por Giulia Trés

Lady Gaga: É arte?

Lady Gaga

Me aproveitando do tema da matéria que Thiago Ney fez para Folha de S. Paulo resolvi debater aqui também. Lady Gaga, o que ela faz é arte ou puro exibicionismo? Com seu último hit, “Telephone”, Gaga alcançou o topo da lista na parada de singles dos Estados Unidos e é a sua sexta música consecutiva que chega ao primeiro lugar entre as mais vendidas do país.

 As músicas são sempre dançantes, com letras provocantes, o que fez a moça ser comparada com Madonna. Realmente, seria como uma nova Madonna nos anos 2000, em termos musicais, mas bem mais superficial como artista, afinal não se vê Lady Gaga com uma postura crítica em relação a temas mundiais.

Não há dúvidas de que os clipes de Gaga sejam mega produções e de que seu visual não deixe todos no mínimo curiosos para saber quem é aquela moça do salto plataforma escandaloso e cílios gigantes e coloridos.

Lady Gaga, na minha opinião, é uma arte ambulante. Não é a toa que ela diz que o faz é performance. Qualquer coisa que ela deseja colocar nos cabelos, nas roupas, no corpo, não é normal para nós e para ela é a coisa mais natural do mundo! Criatividade é arte, e para ser arte também é preciso conseguir chamar a atenção, o que para ela não foi nenhum desafio!

“Escrevo sobre fama, sobre festas e sobre como eu queria que a América de hoje fosse como a New York de Andy Warhol nos anos 1970″, diz Lady Gaga em entrevistas.

O jornalista Bruno Moreschi, especializado em arte concorda: “A Lady Gaga sacou, como o Warhol, que sua imagem de artista é algo que deve ser construída 24 horas por dia”.

O mais interessante é que Lady Gaga brinca com a fama, ao mesmo tempo que é uma paródia, está completamente inserida no cenário da indústria da música pop. 

Confira o clipe/filme de Lady Gaga, “Telephone”:

Por: Aline Bonilha