Arquivo da categoria: Cultura Brasileira

Eles cresceram!

 Quem nunca começou a ler um gibi da turma da Monica e, sem perceber, não conseguiu parar ate terminar?

Era batata, chegava da escola (terceira ou quarta serie) e já sentava pra ler um gibizinho. Às vezes lia ate o mesmo! (risos)

O meu personagem favorito sempre foi o Cebolinha, porque, além dos planos infalíveis serem ótimos, ele nunca desiste!

 

Em 2005 descobri os gibi´s on-line. Muito legal! Melhor ainda: gratuito, afinal, mesmo os livrinhos não sendo muito caro, haja grana pra comprar um por dia! RS

 A pouco recebi mais uma novidade relacionada aos desenhos: A Turma da Mônica Jovem!!!

 Muito bom, com algumas alteraçõezinhas, como: Cebolinha – Cebola, os pais que antes eram Os Souza, agora tem nomes e entraram na história pra valer! É… o Maurício de Souza arrasou nas inovações. Mesmo assim, quem ainda preferir a turma em pequenos e tradicionais podem ficar felizes, pois agora a produção é dos dois jeitos – jovem e criança.

 Pra quem não viu, deixo aqui um pouquinho dessa turma que chegou abalando.

Jovens

Por: Giulia Trés

E lá vem o Brasil…sil…sil…sil…

Expectativa: 1. Expectação; espera, 2. Esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.

Essas são as palavras que escolhi pra resumir o sentimento dos brasileiros, preferencialmente nessa época deste ano.

Pois bem, hoje fui comprar alguns artefatos para a decoração da vitrine da loja dos meus pais. E, como eu, encontrei várias pessoas, brasileiras, que deixaram tudo pra última hora.

Na torcida pelo Brasil...

As lojas pareciam formigueiros em ponta de estoque. E olha que de promoção não tinha nada.

Agora é hora de desdobrar as bandeiras, lavar as camisetas, procurar as pulseirinhas, as tiaras, os brincos, reunir os amigos e começar a torcer.

O post não tinha data melhor pra ser feito: um dia antes do primeiro jogo. Afinal, amanhã, quem vai se concentrar pra ler algo?!?!

Variedades da Linguagem Regional

 

Vícios e virtudes orais de um país cheio de diversidade cultural

 

  

O Brasil é rico em diversidade cultural. Isso pode ser explicado pela história da colonização de cada região que traz, visivelmente, os traços e as características peculiares em sua cultura e sua linguagem. Nas vestimentas e Nos hábitos alimentares, há diferenças entre gaúchos, nordestinos, paraenses, paulistas e goianos, mas é na linguagem que se encontra a grande prova dessa variedade e desses traços regionalistas. Visto de uma forma global, o que era apenas uma fraca unidade cultural se torna uma grande massa miscigenada, possibilitando a interação entre as culturas. “Simbora” ver algumas curiosidades de cada região? O nordestino tem uma forma bastante particular de se comunicar. Ele utiliza várias expressões típicas como “oxente”, “mainha”, “painho”. Percebe-se, na cultura, os traços da época escravista. A universitária Camila Tissia, natural de Salvador/BA, veio para Ribeirão Preto fazer faculdade e teve dificuldades no começo para se comunicar. “Quando cheguei, achei um pouco estranho algumas expressões, mas com o tempo acabei aprendendo e hoje até utilizo”, diz a garota.

 No Centro Oeste, também existem expressões curiosas como “queijinho” para denominar rotatória. O sotaque também causa estranhamento já que eles “arrastam” bem o som do “R” lembrando um pouco o sotaque piracicabano. O universitário Lélio Osmar Ferreira Júnior, que é natural de Jataí no estado de Goiás, vive há seis anos no interior paulista, na cidade de Ilha Solteira, e acredita que atualmente fala uma língua que não é nem mais goiano e nem paulista. “Com a convivência acabei misturando bastante as duas formas regionais, só não misturei mais porque moro em uma república, com mais quatro goianos”, afirma o estudante. 

O Norte do País  traz uma diferença representativa na linguagem e principalmente na cultura, com seus ritmos dançantes e cheios de alegria. O povo nortista tem um sotaque parecido com o carioca, mas percebe-se uma sutil diferença na entonação usada nas frases. Já os sons das letras  “r” e “s” lembra bem quem mora no Rio de Janeiro, diz a representante comercial Marilia Tupiassú Cardoso,  natural de Belém,  Estado do Pará, onde reside oficialmente por nove meses do ano, sendo que nos outros três, fica em Ribeirão Preto com a maior parte de sua família. “Quando fico em Ribeirão, acabo aprendendo algumas gírias que levo para Belém, acabo passando para as pessoas de lá e eles acabam falando depois. Acontece também em Ribeirão quando chego falando, égua, eras, paidégua, é um sucesso!”, brinca a vendedora. 

A região Sudeste concentra a maior variedade de linguagens regionais. O mineiro tem seu famoso texto “cantado”, o carioca seu sotaque característico e expressões que dão a cara da população do Rio de Janeiro como, “mermão”, “qualé”, “tirando onda”, entre outras. Dentro do próprio Estado de São Paulo  percebe-se claramente quem é do interior e quem é da capital, graças ao famigerado fonema da letra “r”. A estudante gaúcha Jéssica Alba, que é de Paraobé/RS, defende sua região com argumentos sobre o desenvolvimento cultural. “Temos o sotaque mais agradável e diferenciado do país”, diz, em tom de brincadeira, a jovem que mora no Estado da Bahia.

 Fica clara a razão de o país ser alvo de tantos estudos sociais. Aqui tem-se de tudo um pouco, de pobre a rico, de gaúcho a acreano. A Amazônia causa inveja no mundo e enriquece fauna e flora nacional. Aqui convive-se com todos e em harmonia, na maior parte do tempo, como se fossem vários países dentro de um só.

Por Gabriel Rodrigues

A sabedoria transmitida através de ditados populares

 Passados de pais para filhos, os provérbios e ditados populares se mantÊm vivos até hoje retransmitindo conhecimentos e experiências universais

A voz do povo é a voz de Deus, como bem diz a sabedoria popular. Há milhares de anos, sem um lugar que possa ser citado e nem autores identificados, os provérbios e ditados populares tornaram-se um gênero de linguagem que transmite conhecimentos comuns sobre o dia-a-dia. Eles conseguem traduzir a realidade, pois estão relacionados a aspectos universais da vida, podendo ser encaixados em diversas situações do cotidiano.

Quem nunca se pegou fazendo tudo rapidamente e escutou alguém dizer que “a pressa é inimiga da perfeição”? Os ditados foram criados através do dia-a-dia do povo, das suas observações, experiências e emoções vividas. “São passados de uns aos outros há muito tempo, e não são atribuídos a autores, exceto autores de poder em `como dizia a minha avó` ”, afirma o  doutor em lingüística da UFSCar, Valdemir Miotello.

O uso repetitivo dos provérbios em dadas situações faz com que esse gênero de linguagem continue vivo ainda hoje e seja retransmitido de geração para geração. “O emprego de novo daquele provérbio o atualiza, coloca em um novo contexto, uma nova relação. É isso que mantém o provérbio sempre atual, ele traz o passado e o banha nos acontecimentos do presente, ganhando um sentido do agora”, Explica Miotello.

Tal sucesso dos ditados, usados até hoje, se deve ao fato de ser fácil em decorar e transmitir. Com sentido lógico, a linguagem é curta e direta. Eles revelam a grande variedade de formas existentes para expressar um mesmo saber. Essa variedade demonstra a criatividade da fala do povo que se torna universal,  como o ditado árabe “Agulha em um palheiro” ou o ditado alemão “Menos é mais”.

Para Miotello, os provérbios “são uma espécie de depósito dos saberes coletivos. Assim, poderíamos dizer que são o lugar da memória de grupos humanos que vão carregando em si seus valores, as ideologias, os modos como eles encaram as suas relações e como eles vêem o mundo”.

Portanto, com a função de orientar, ajudar nosso cotidiano de dúvidas, certezas, esperanças e frustrações, os provérbios são uma criação popular que estão na boca do povo mostrando constantemente que “não há mal que o tempo não cure”, “nem erro que não se remende”, uma vez que “em terra de cego quem tem um olho é rei”.

Por Mel Cândido

Ribeirão Preto é a capital brasileira da cultura 2010

O título trará grande impulso no desenvolvimento da cidade

 Ribeirão Preto foi eleita para ser a capital brasileira da cultura em 2010, este é um projeto de âmbito nacional, criado pela Organização Capital Americana da Cultura, e está sendo implementado no Brasil pela ONG Capital Brasileira da Cultura, constituída no Brasil em Janeiro de 2004 e sediada na cidade de São Paulo.

A primeira cidade a ser designada Capital Brasileira da Cultura foi Olinda (PE), que exerceu o título em 2006. São João del Rei (MG) foi a eleita em 2007, já em 2008 o título pertenceu à Caxias do Sul (RS) e até o final do ano passado o título ainda era de São Luis (MA). De acordo com a ONG, a cidade que se torna capital da cultura “tem um impulso suficiente para que os benefícios não se circunscrevam unicamente ao ano da sua capital cultural, pois isto será otimizado também durante os anos posteriores…”.

Desde o começo do ano, Ribeirão tem a responsabilidade de representar a cultura brasileira durante todo o ano de 2010, com esta projeção a cidade ganhará um novo status que proporcionará um impulso em seu desenvolvimento social e econômico. Segundo a Secretária Municipal da Cultura de Ribeirão Preto, “o título deve ser considerado um marco para cidade, pois além de visibilidade nacional ela irá proporcionar uma série de benefícios, como a recuperação de edifícios e parte do patrimônio histórico, a incorporação de eventos ao calendário cultural de forma permanente, a melhora de algumas partes da infraestrutura urbana, o crescimento do turismo e outros serviços.”

Analisando outras ‘ganhadoras’, a ONG pôde observar que ocorre um “enriquecimento cultural dos  habitantes, através do desenvolvimento de eventos específicos da capitalidade cultural, além de dar uma dimensão especial aos que já se desenvolvem habitualmente na cidade e da valorização e conservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental” sendo assim, trazendo grandes benefícios a cidade.

Grandes eventos já aconteceram e ainda vão acontecer durante todo o ano, veja aqui quais são eles.

Iae, quer ver como foi esse dia e quais as personalidades presentes no dia da titulação da cidade? Assista o video a seguir:

Por Gabriel Rodrigues

O espetáculo Oceano – Circo Roda Brasil

O Circo Roda Brasil, que já recebeu cerca de 120 mil pessoas no espetáculo “Stapafúrdyo”, mescla o lado cômico e físico dos Parlapatões à experiência cênica com bonecos e artes plásticas do Pia Fraus.
Em “Oceano”, a proposta é de renovação da arte circense brasileira agregando novas técnicas aos já tradicionais palhaços, trapezistas e malabaristas. No espetáculo há novidades, como os “jumpers”, que são os palhaços com uma espécie de perna-de-pau. Com uma proposta de mistura de linguagens, “Oceano” conta a história de um menino que perde seu patinho de borracha durante o banho na banheira e, quando tenta recuperar o brinquedo, acaba sendo levado pelo ralo e cai no fundo do mar. Lá, o menino encontra pingüins patinadores, sereias e piratas trapezistas, cavalos-marinhos acrobatas e outros seres marinhos circenses.

site oficial

A trilha sonora do espetáculo que utiliza diferentes estilos musicais para acompanhar os números, é da integrante do grupo Titãs, Branco Mello, em parceria com Emerson Villani.

Veja alguns pequenos trechos desse espetáculo encantador :

Por Giulia Trés

O mundo que existe por trás da Copa

Há poucos meses de começar a jornada da Copa do Mundo, muito se ouve falar das expectativas com a seleção brasileira, como está a preparação, a organização na África do Sul, enfim,  toda e qualquer notícia desse campeonato tão aclamado e esperado por milhares de torcedores.

No Brasil, a Copa é capaz de paralisar o país com tamanha intensidade que até aqueles que não apreciam fervorosamente as partidas de futebol e os craques do esporte tornam-se especialistas em declarar opiniões sobre tal e achar motivos de estarem unidos para acompanharem o desempenho da seleção brasileira no decorrer dos jogos.

Das 17 Copas do Mundo realizadas até hoje, cada vitória brasileira consagrou uma grande festa. Cinco vezes campeão mundial, o Brasil deixou grandes marcas pelo campeonato. Jogadores inesquecíveis e lances incríveis trouxeram à seleção brasileira a gloria de ser, ou estar bem próxima, do título de melhor do mundo. E não deixou de lado o reconhecimento que as maiores estrelas do futebol dormem em nosso território.

O “orgulho de ser brasileiro” fica exaltado durante a copa, e nada consegue superar a realidade de tanta gente ligada à TV ou rádio e a quantidade de  torcedores nos estádios vibrando em cada momento da partida. Quem desconhece alguns dos mais famosos jogadores da seleção brasileira, como Pelé, Garrincha, Rivelino, Sócrates, Romário e Ronaldo? Cada fiasco ou vitória dentro da copa são bombardeados pela mídia e não há quem não fique por dentro e quem não queira estar a par dos acontecimentos, pois estamos falando de Copa do Mundo.

Muito bem, e em meio a esse contexto de copa pra cá, copa pra lá, fulano que vai ser convocado, o técnico que falou isso ou aquilo, outras questões ficam em segundo plano e o mundo por trás da copa deixa de ser foco. Eleições? Ah não, dessa realidade muitos não fazem questão de estar por dentro ou de participar com a garra e esperança de fazer boas escolhas. Quem vai ser o comandante desse país e o nosso porta voz? Desencana, a gente escolhe depois da Copa…

A participação política não é uma realidade intensa e ativa dos brasileiros. Pequenos grupos dominam ou lutam contra tal dominação ou se interessam em entender sobre o assunto. A descrença na atuação de governadores, senadores, Presidente da República, e a corrupção colaboraram para tornar-se declarado a falta de vontade de muitos em participar das causas políticas e acreditar que ainda existe solução.

Votar em quem? Quais os candidatos? O que eles oferecem? Há quem desconheça todos os tópicos… Somos apenas grandes torcedores da Copa do Mundo? Isso basta?

Por Thais Campos